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Refluxo: Principais causas e o tratamento dos sintomas da doença que afeta metade da população brasileira

Um dos mais relevantes estudos sobre o refluxo no Brasil, realizado pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), mostrou como determinados comportamentos contribuem para a incidência da doença na população. Sobrepeso, falta de exercícios e hábitos alimentares como o consumo em excesso de café, comidas gordurosas, e refeições volumosas, são alguns dos fatores apontados por quem se queixa do problema, aponta a pesquisa.

•9 em cada 10 brasileiros sentem algum dos sintomas do refluxo;

•74% afirmam que a qualidade do sono é o aspecto mais prejudicado;

•70% sentem algum dos sintomas durante o horário de trabalho;

•45% tomam medicação como o sal de fruta e antiácidos.

Refluxo e a qualidade de vida: como equilibrar essa equação?
A má alimentação é uma das principais causas dos sintomas entre a população. Entre os que sofrem com os sintomas, o estudo mostrou que o consumo de alimentos fritos ou gordurosos são os que mais causam a ocorrência. “Ingerir grandes volumes e também se alimentar rapidamente, sem respirar ou fazer pausas, pode contribuir para o surgimento dos sintomas”, explica Dr. Flávio Quilici, presidente da FBG.

Ranking dos alimentos que mais causam desconforto:

1.Alimentos fritos ou gordurosos

2.Alimentos condimentados

3.Frutas ácidas

4.Pimenta

5.Chocolate

Ranking das bebidas que causam desconforto:

1.Refrigerantes

2.Café

3.Bebidas alcoólicas

4.Chá preto

Tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas também aumentam a ocorrência do refluxo. No caso dos fumantes, a associação com a bebida alcoólica é o que mais provoca os sintomas, para cerca de 54% dos entrevistados.

Atenção: Pacientes obesos que realizam refeições volumosas e se deitam logo em seguida, estão mais sujeitos a episódios de refluxo.

Aproximadamente:

•85% dos obesos reclamam dos sintomas;

•24% dos obesos sentem com frequência o refluxo;

•Para mais de 1/3 o refluxo atrapalha muito a realização das atividades diárias.

Prevenção e tratamento

Quando não tratado, o refluxo acaba provocando alterações no cotidiano das pessoas, com prejuízos na vida pessoal e profissional. Uma das opções de tratamento é o alginato por sua eficácia no combate aos sintomas do refluxo e, em geral, o recomendado pelos especialistas após avaliação do quadro clínico do paciente.

Algumas das recomendações para aliviar e evitar o refluxo gastroesofágico:

•Não fumar;

•Ingerir bebidas alcoólicas moderadamente;

•Perder peso, quando necessário;

•Reduzir o tamanho das refeições;

•Evitar roupas apertadas;

•Não deitar logo após uma refeição e esperar pelo menos 2-3 horas.

O antiácido é o método mais utilizado para o tratamento do refluxo. Porém,  dependendo da frequência e da gravidade dos sintomas, o uso do antiácido não é eficiente porque possui apenas ação imediata e passageira. Com uso frequente, ele aumenta o pH do estômago estimulando efeito rebote com produção de mais acidez.

Outra opção de tratamento, ainda pouco conhecida, é o alginato. Apesar de apenas 6% da população utilizar este método para o tratamento do refluxo, ele é considerado uma das mais efetivas opções de tratamento, quando indicado por um especialista após avaliação clínica.

Saiba mais sobre os principais benefícios do alginato:

•Sensação de alívio é mais duradoura, por até quatro horas;

• Ação mecânica: O medicamento forma uma barreira física de gel na parte superior do estômago impedindo que o líquido gástrico volte ao esôfago causando queimação, azia e refluxo;

•Não é absorvido pelo organismo, diferente dos antiácidos;

•Pode ser utilizado por mulheres grávidas, sob orientação médica;

•Pode ser utilizado em conjunto com os IBPs (protetores gástricos).

Atenção: Caso você sinta azia frequente, queimação ou qualquer outro sintoma de refluxo, procure um médico e siga suas orientações. Só o tratamento adequado propicia um efetivo alívio dos sintomas e evita que a doença possa evoluir para condições mais graves.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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