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Depois dos 40, não há depois. É tudo agora

A chegada aos 40 anos pode assustar muitas mulheres, mas a verdade é que mesmo não sendo tão nova quanto aos 20, essa mulher ainda é jovem o suficiente para realizar todas as coisas que deseja, só que com muito mais maturidade, aproveitando plenamente cada momento.

Os 40 anos representam uma “barreira psicológica” para muitas mulheres. Um momento intenso. Mas para aquelas que não são tão apegas a idade cronológica e tendem a ter um espírito mais “fresco” e cheio de vigor, esse momento pode ser uma das melhores e mais bem desfrutadas fases de sua vida.

Uma mulher bem resolvida de 40 anos (ou mais), já não se preocupa tanto em conseguir aceitação. Em todos os seus relacionamentos, sejam amorosos, nas amizades ou até mesmo com familiares, essa mulher dará o melhor de si, desde que isso não vá contra seus valores e princípios e se for, ela simplesmente se afastará, sem grandes dramas ou lamentações.

Uma mulher de 40 anos não espera a vida toda, aliás, ela não espera nada, nem ninguém, ela vive.

Isso acontece porque nessa fase da vida, ela já vivenciou todo tipo de experiência e sabe que tentar forçar situações envolvendo as vontades e personalidades de outras pessoas, não só não funciona, como também causa um desgaste desnecessário que ela já não está mais disposta a sentir.

Os relacionamentos para ela têm que acontecer de forma natural e sem pressa ou compromisso com o “eterno”, porque ela vai preferir aproveitar cada momento da melhor forma possível, e se for preciso elas seguem outro caminho, mesmo que ele seja solitário, mas ela não se importará, porque uma mulher de 40 anos já sabe muito bem aproveitar da própria companhia, e ela adora.
O texto abaixo é uma linda obra de Fabrício Carpinejar
Depois dos 40 anos, o pensamento feminino muda, desembaraça. A intimidade não é mais performance, exaustão, é fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose da disputa ou do controle.

A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade.

Pode ler um livro com a intensidade de um momento íntimo. Pode assistir um filme e conversar com a mesma intensidade. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento.Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores.

Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.

Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou
dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o
amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.
A mulher de 40 anos, cansada das aparências, cometerá excessos perfeitos.
É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera.
É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte. A beleza se torna também um
estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos.
Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.
O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria
improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.

admin

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